sábado, fevereiro 28, 2004

AÇORES – ARQUIPÉLAGO COMUM TORNADO PARAÍSO
Hoje, sou açoriano sem vergonha. O que me rodeia permite-me sentir orgulho de viver em tão evoluído e belo arquipélago, que tão nobre história tem e tão prodigioso futuro espera. Já escrevia com deleito Emanuel Félix “Somos herdeiros de uma lembrança de tesouros afundados e arpoamos a esperança na nossa morte reclinados”.
Os Açores são habitados por lutadores, filhos do mar, que desde sempre cruzaram batalhas pela sua sobrevivência. Nos dias de hoje, nós, descendentes de tão glorioso povo, temos a obrigação de defender e lutar contra tudo e contra todos a favor das nossas míticas nove ilhas. Em terras de grandes nomes, como Antero de Quental, Vitorino Nemésio, Cristóvão de Aguiar, Augusto Gomes, entre muitos e muitos outros, a nós, açorianos de coração, compete-nos continuar a defender as nossas origens, tal como estes nobres Homens sempre fizeram. Para isso, os Açores precisam de cidadãos unidos, determinados e, principalmente, apaixonados pela sua terra. Mais do que palavras, o nosso arquipélago precisa de gente que se reja por um princípio de aequítas-atis, em que a imparcialidade e justiça sobreponham a ganância, princípio fundamental de um desenvolvimento sustentável.
A minha felicidade vem obviamente da existência de todos estes princípios de sucesso na governação das nossas ilhas, onde tudo, ou quase tudo, é feito da melhor forma, para os melhores cidadãos do mundo. Quem quer sucesso e prodígio trabalha com afinco para o alcançar, não tenta, através de trabalho sujo e desprezível, chegar a uma vida de riqueza, fundamento dos princípios da direita mundial. Nos Açores, já que assegurámos uma vida estável e de crescimento antagónico ao nacional, não queremos, de modo algum, que o passado glorioso, transformado em vanglorioso nos vinte anos de governo do Dr. Mota Amaral, e agora o presente de sucesso sejam transformados num futuro de mediocridade procriada por mais um executivo de direita absolutista.
Portugueses que esperais o regresso de el-rei D. Sebastião, não se iludam, lutem pelo sucesso, conquistem vós mesmos um Fado grandioso, e aí sim, poderão conseguir o que el-rei não conseguiu, porque Portugal não acabou, só está a começar. Parafraseando Fernando Pessoa, mestre da poesia portuguesa e meu poeta favorito, referindo-se ao esforço protagonizado pelos nossos antepassados, “Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena.”. Digo eu, quanto ao presente, tudo vale a pena se for feito com amor pela pátria, e com a ambição por um futuro melhor, não com a simples vontade de ser maior do que os outros, mas sim, com o desejo de ser melhor do que somos.
O estado português precisa de mudar! Nós, portugueses, não podemos permitir que o nosso país continue a desfalecer. Queremos melhor, e podemos ter melhor!
Factos são factos, nos Açores vive-se muito melhor do que antes e muito melhor do que no resto do país! Não procuro nem posso enganar ninguém, já que todos os sinais do progresso estão perante nós. É por todo este desenvolvimento que me sinto bastante à vontade para proferir tais palavras “Os Açores são um arquipélago comum tornado paraíso!”

terça-feira, fevereiro 17, 2004

Mais um passo rumo ao desenvolvimento
Hoje, aqui na ilha do Pico, vou ter o prazer e o privilégio de assistir à inauguração da primeira pedra da nova aerogare do aeroporto do Pico. Este é mais um sinal de desenvolvimento da nossa Região, que aparece numa das ilhas que mais reclama discriminação! Esta é mais uma prova deste executivo que demonstra, claramente, que não existem ilhas menos importantes nos Açores!
Ninguém duvida da importância deste investimento para os Açores, mas principalmente para a ilha montanha. O reforço de um ponto importante para o desenvolvimento de uma das áreas mais produtivas da região, o turismo, oferece à ilha do Pico mais uma hipótese de desenvolvimento! A minha opinião pessoal é que enquanto existirem pessoas que não lutam pelo desenvolvimento da ilha na presidência das Câmaras Municipais, nada será aproveitado. É necessário que a população do Pico reforce a sua auto-confiança e pare, de uma vez por todas, de ter medo dos dirigentes municipais. Votem nas pessoas que realmente se esforçam para o melhoramento da sua ilha! Eu fico muito triste, por vezes, com a mentalidade das pessoas da minha ilha, mas não deixo de ter esperança na modificação de mentalidades!
Aproveitemos esta visita do executivo regional açoriano para reivendicar o que ainda falta, mas também para agradecer o que já foi feito. Factos são Factos! Os Açores e o Pico estão muito melhores.

sexta-feira, fevereiro 06, 2004

Quem tanto mente!!!
Como é possível que existam pessoas na Ilha do Pico que criticam o trabalho do Governo Regional! Eu não percebo... Quem vive em São Roque do Pico assiste a um cenário desolador! Se alguma obra aparece, já sabemos que foi feita pelo Governo Regional, nunca pela Câmara Municipal. É um autêntico cenário de profunda estagnação (e quem cá vive sabe que eu não minto!). O pior é que os mesmos responsáveis pela estagnação vêm falar de "mau trabalho do Governo Regional". Deviam mas era ter vergonha na cara! Ah... e depois tem a "discriminação". Muito falam de discriminação das Câmaras Municipais. Esta gente não pode ser normal, ou são cegos ou têm agnosia visual. Quando é admitido que mais de 70% dos cargos públicos são liderados por pessoas não militantes do PS, estas pessoas vêm falar de discriminação. Não percebem que determinadas Câmaras, em função do número de habitantes do seu Municipio e da necessidade de desenvolvimento, têm de ter maiores orçamentos? Porque nunca falam do orçamento de Ponta Delgada? Discriminação...Eu percebo o porquê. Eles não sentiram a discriminação na pele, no tempo do Dr. Mota Amaral, já que pertenciam aos quadros do seu partido. Agora, como profundos desconhecedores do assunto, pegam nas palavras uns dos outros e só sabem dizer "discriminação, discriminação, discriminação"! Tenham vergonha na cara! Admitam o desenvolvimento! Se um dia dizem que os Açores evoluiram, e que só se apresentam como um "alternativa" para o Governo Açoriano, no outro já dizem que o Governo Regional não fez nada de jeito! Oh... por favor... deixem-se de atitudes parvas e vejam o desenvolvimento como um bem para os Açores e não como um mal para o seu partido! Sejam Açorianos!

quarta-feira, fevereiro 04, 2004

Quem nada tem a alvitrar… inventa!

Num mundo de mentiras e ilusões pouco de bom é feito, e o que é feito só é bom para quem o faz e para quem o quer ver feito, é claro. Pois bem, se alguém sabe o que faz, e fá-lo bem, para o favorecimento da sociedade, é criticado por não fazer outra coisa (que naquele momento acaba por se tornar prioritária), no entanto, se não o faz, acaba por ser criticado por não fazê-lo. Perante esta situação, questiono-me, “Afinal querem ou não que se trabalhe? Querem ou não que se melhore? Querem ou não um mundo melhor?”. O que me aborrece é que chego sempre à mesma conclusão. É que querem e não querem. É aqui que entra um jogo verbal. A “eles” interessam as primeiras pessoas do singular e do plural do verbo “fazer”, portanto, “eu faço”, “nós fazemos”, enquanto que “nós”, de uma forma menos ambiciosa, contentamo-nos com o “alguém faz”. Porque o que importa é que esteja feito, e não quem o faz! Quando nada têm a apontar, não inventem!
Confusos?... o nosso mundo é assim…